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Good Strategy, Bad Strategy: reflexões sobre estratégia, escolhas e complexidade

  • Foto do escritor: Marcos Thiele
    Marcos Thiele
  • 11 de fev.
  • 2 min de leitura

Neste episódio do Café com Leitura, Marcos Thiele compartilha reflexões a partir do livro Good Strategy, Bad Strategy, de Richard Rumelt — uma obra que se tornou referência por tratar a estratégia menos como um exercício conceitual e mais como uma prática concreta de liderança.

Publicado originalmente em 2011, o livro propõe uma visão pragmática da estratégia organizacional, afastando-se de definições vagas e modelos excessivamente formais. Ao longo do vídeo, a leitura serve como ponto de partida para discutir um tema recorrente nas organizações: a dificuldade de transformar intenção estratégica em escolhas claras e ações coerentes.


Estratégia como exercício de escolha

Um dos pontos centrais abordados é a ideia de que estratégia, em seu sentido mais profundo, está associada à capacidade de fazer escolhas reais. Escolher implica priorizar, mas também implica abrir mão de alternativas, o que torna o processo inevitavelmente difícil do ponto de vista psicológico, político e organizacional.


Nesse contexto, Marcos discute como muitas organizações acabam confundindo estratégia com:

  • projeções financeiras de longo prazo,

  • declarações amplas de ambição,

  • ou conjuntos de iniciativas pouco integradas entre si.

Esses elementos podem ter seu valor, mas raramente substituem o trabalho essencial de definir uma trajetória clara em ambientes marcados por crescimento, incerteza e complexidade.


O papel do diagnóstico estratégico

Outro eixo importante da conversa é o diagnóstico. Inspirado em Rumelt, o vídeo destaca o diagnóstico como a etapa mais fundamental do processo estratégico: compreender o contexto competitivo, as restrições reais da organização e os poucos desafios críticos que merecem atenção concentrada.

Em um cenário em que o acesso à informação deixou de ser escasso, o desafio passa a ser menos informacional e mais interpretativo. O diagnóstico exige reflexão coletiva, capacidade de síntese e disposição para lidar com a complexidade sem reduzi-la de forma apressada.


Foco, coerência e impacto sistêmico

A partir do diagnóstico, a estratégia ganha forma quando a organização consegue concentrar energia em um número reduzido de desafios estratégicos. O vídeo explora a ideia de que esse foco cria um efeito sistêmico: quando atenção, recursos e decisões se alinham em torno de poucos temas centrais, o impacto tende a se propagar por toda a organização.

Essa coerência entre diagnóstico, diretrizes e execução não é automática. Ela depende de processos decisórios maduros e, sobretudo, da construção de significado compartilhado entre as lideranças — condição essencial para que a execução não se fragmente ao longo do tempo.


Estratégia como prática viva

Mais do que apresentar um modelo, o episódio convida à reflexão sobre a estratégia como uma prática viva, construída no cotidiano das decisões, nas conversas difíceis e nas escolhas que sustentam — ou enfraquecem — a direção da organização.

O Café com Leitura: Good Strategy, Bad Strategy é um convite a pensar estratégia para além de documentos e rituais formais, reconhecendo seu caráter profundamente humano, coletivo e situado.


Assista ao vídeo completo abaixo e acompanhe a série Café com Leitura para outras reflexões sobre estratégia, decisão e complexidade nas organizações.


 
 
 

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